e a vida, sempre ela, vem e me prova que sim, eu ainda posso chorar, mesmo que não tenha tempo. eu ainda posso chorar um rio.
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e se soubéssemos que seria a última vez? a última conversa? a última piada contada e risada ouvida? e se soubéssemos que não seria um até logo e sim um até nunca mais? o que teria mudado? o que teríamos feito? teríamos dito coisas diferentes? pensado e sentido de forma diferente?
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a sensação é de estar sendo engolida pela vida, que anda travestida de morte. ou talvez elas sejam a mesma coisa. as faces de uma mesma moeda que todo mundo tem no bolso.
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me falaram que eu teria que entender, visto minha posição religiosa. mas eu não entendo, sinto muito. não dá pra entender. eu não sou tão evoluída assim. talvez, nesse sentido, eu não seja nada evoluída.
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tudo perdeu o sentido. tudo ficou muito banal. porque conviver com a ideia da morte é uma coisa. ter ela ali, presente solenemente, à mesa do jantar, no café da manhã, no almoço apressado é outra coisa. muito mais densa e pesada. e inesquecível.
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"o teto da felicidade foi rebaixado". se foi. nenhum sorriso será como antes. todas as alegrias serão pontuadas com um "e se ela estivesse aqui". mas ela não vai mais estar.
infelizmente.